Portugal é atraente para Brasileiros que desejam investir

Postado em 3 de janeiro de 2020 / , ,

Portugal enxerga com maestria os benefícios de investir em novas ideias, as vantagens de sediar novas empresas ao passo que incentiva e valoriza o mecanismo que movimenta o próprio ecossistema.

Nos últimos anos, Portugal passou a ser um dos destinos mais procurados para o turismo.

Nessa tendência, a cidade não apenas absorveu os turistas como passou a ter atrativos ímpares para quem está disposto a enxergá-la como uma grande possibilidade para negócios e para viver.

Se a cultura portuguesa está entrelaçada às origens dos brasileiros, não à toa, logo nos sentimos à vontade quando vamos ao encontro das oportunidades que Portugal oferece. A ausência de barreiras como a língua e as preferências alimentares em conjunto com o fato de que se trata de um dos lugares mais seguros do mundo são vantagens adicionais e muito importantes quando avaliamos a possibilidade de mudar para o país de nossos antepassados. Não obstante, o estudante ou o profissional brasileiro que deseja obter conhecimento tem facilidades e incentivos, como o aproveitamento das notas do ENEM e da equivalência de alguns diplomas brasileiros.

Em menos de 10 anos, Portugal se renovou e passou a ser um importante polo de tecnologia e está colhendo os frutos dos significativos investimentos governamentais e grandes avanços rumo a um futuro promissor. Para quem deseja surfar essa onda há diversos incentivos: desde facilidade na aquisição de vistos para quem deseja investir, facilidades para a abertura de empresas e na obtenção de recursos financeiros. Ao instalar uma empresa no país abre-se automaticamente o caminho para a Europa e o mercado se amplia. A aceitação do negócio por um importante ente europeu o chancela e prepara para a escalada no restante do continente.

É importante destacar que a similaridade cultural com o Brasil por si só não é suficiente para que uma empresa se instale em Portugal. O planejamento é muito importante para que o investimento tenha liquidez, para que o negócio tenha aderência no mercado e o empreendedor não faça o caminho de volta por não prosperar.

A Atlantic Hub, empresa que nasceu para auxiliar empresários na internacionalização de seus negócios de forma estruturada e sustentável, tem um programa com 4 passos necessários e focados em Mercado, Marketing, Leads Qualificados e Criação da Empresa, incluindo um grupo de anjos investidores para ajudar no tracionamento e no sucesso na travessia do Atlântico.

 

Segundo Eduardo Migliorelli, CEO da Atlantic Hub, “Portugal hoje é o centro internacional, um hub para a expansão e criação de startups. Existe muito apoio e infraestrutura para o crescimento”.

Os empresários brasileiros encontrarão uma gama muito ampla de investimentos no país, com a vantagem de ser um local com moeda forte, seguro e com grau de risco baixo. A estabilidade da economia portuguesa é um importante diferencial com relação ao cenário brasileiro de incertezas e em relação a outros países da Europa.

 

“O Brasil possui um mercado gigante, mas com muito risco regulatório e fiscal”, afirma Eduardo Migliorelli.

 

Não é por acaso que Portugal passou a sediar o Web Summit, a maior e mais importante feira de tecnologia do planeta, o que reforça o posicionamento pretendido e alcançando. A feira movimenta o turismo e leva investimentos e divisas a um país preparado e sedento por inovação. Paddy Cosgrave, cofundador e CEO do Web Summit, acertou em decidir por Portugal e soube aproveitar a abertura que o governo deu ao manter a feira em uma cidade cosmopolita e com atrativos suficientes para uma parceria bem-sucedida.

A Atlantic Hub em conjunto com a No Gap Ventures e a Federação das Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil promovem missões anuais a Portugal durante o Web Summit, com o objetivo de apresentar o ecossistema do país a empresários e investidores brasileiros que pretendem se estabelecer e abrir mercado na Europa. Com uma agenda completa de eventos e de mentoria, lideraram uma missão em 2019 com aproximadamente 200 empresários e c-leves distribuídos nas verticais Health Tech, EduTech, Real Estate e Fintech, visitas a unicórnios e a parques tecnológicos, além de encontros com líderes do governo. A comitiva foi recebida, inclusive, por Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente de Portugal, o que demonstra um alinhamento do Estado com questões estratégicas e com os valores atrelados à disrupção, inovação e globalização.

Nota-se a maturidade do ecossistema português também quando visitamos instalações como o Hub do Beato em Lisboa, o Tagus Park em Oeiras e o Lacs Cascais, importantes pólos tecnológicos que sediam de startups a empresas sólidas no mercado global. O que fica muito claro é que o Estado teve a percepção acertada de fomentar o empreendedorismo, o que reúne desde a educação com conteúdo inovador, sem perder de vista conceitos tradicionais que levam uma organização ao sucesso, até a tarefa de facilitar a instalação de empresas de tecnologia e tornar suas variáveis atrativas.

Em outras palavras, o ecossistema português se retroalimenta de forma que os mais experientes dão suporte às startups que oxigenam o país com novas ideias e com mão de obra cada dia mais especializada e com muita energia para galgar novos patamares. Há um esforço contínuo do governo que permite estabilidade e previsibilidade econômica em consonância com os desafios próprios do conceito de inovação que instiga o empresário e leva o país a uma constante evolução.

As sementes plantadas no passado estão frutificando e destacando Portugal dos demais países europeus, colocando-o definitivamente no mapa tecnológico e como importante alternativa de destino para o empreendedor que deseja expandir os negócios.

Ana Julia Sampaio, jornalista, especialista em marketing e entusiasta do universo jurídico, tecnologia e empreendedorismo. Atualmente possui o blog Law iT com temas relacionados à inovação.

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