Coronavírus: Novo normal e um rearranjo econômico global

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Postado em 13 de julho de 2020 / , ,
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E chegamos ao segundo semestre de 2020, após alguns meses enfrentando o novo coronavírus e a pandemia que ele causou a nível global. E com o grande número de mortes e de casos confirmados, a melhor forma de prevenção, sem dúvidas, foi o isolamento social.

Agora encaramos uma nova rotina e novas formas de convivência e afeto. Não podemos deixar de lado a tragédia que a pandemia trouxe, mas também a reflexão que veio junto com esse período. 

Arrisco dizer que boa parte das pessoas sairá da pandemia valorizando mais a vida, os familiares, profissionais da saúde, a rotina, o ar livre. Basicamente, valorizando mais as coisas simples, porque no fim, é isso que realmente importa.

Nessa luta contra a disseminação da COVID-19, alguns países lidaram melhor, outros nem tanto. Mas não podemos negar que o mundo todo foi atingido de um jeito ou de outro. Infelizmente, ainda não temos vacina e nem a cura, e com as medidas tomadas, inevitavelmente nos deparamos com uma crise financeira.

Saúde x Economia

Em janeiro, o coronavírus ainda parecia algo distante aqui no país. Muito falava-se sobre, mas muitos agiram como se a situação não fosse nos atingir.

A preocupação foi chegando quando, por conta de diversos lockdowns que foram realizados em outros países, o Brasil deixava de receber mercadorias ou equipamentos para trabalhar. E assim fomos vendo as primeiras notícias de funcionários em férias coletivas, suspensão, etc…

Precisamos preservar a vida, sem pensar duas vezes. Mas ao fechar o comércio, também geramos um impacto muito forte no lado financeiro de organizações e pessoas, que também precisam ser preservados. E por meses vimos esse dilema sendo discutido.

O isolamento social por aqui começou na metade do mês de março e ainda hoje, andar pelas cidades grandes à noite e observar a queda na movimentação de pessoas e carros tornou-se um choque de realidade.

Início da crise financeira

Logo que as notícias surgiram e o número de mortes foram divulgados, iniciou-se uma fúria contra a China. Algumas teorias da conspiração, muitas críticas, mas também muitas dúvidas sobre o futuro. E agora?

A preocupação foi tomando conta, afinal, estamos falando da segunda maior economia do mundo. E hoje, mesmo alguns meses depois, o país enfrenta novos casos e, também preocupante, registram um cenário econômico abaixo do esperado, que consequentemente afetará diversos outros países.

Mesmo sendo a segunda maior economia do mundo, o cenário não é nada favorável. As vendas no vareja tiveram queda. Enquanto a previsão era de 4%, o número real foi na média de 20,5% em relação a 2019 – ano já considerado ruim economicamente falando.

E não para por aí. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês sofreu queda de 6,8% no primeiro trimestre de 2020, segundo dados do Gabinete Nacional de Estatística.

Estima-se que teremos uma recessão global pior que em 2008. E vale dizer também que com eleições importantes a caminho, tenhamos movimentações no cenário geopolítico.

Cenário econômico brasileiro

Já em relação ao Brasil, o texto da Fernanda Consorte fala sobre o cenário que o coronavírus trouxe e aborda até uma Nova Ordem Mundial.

Este relatório trouxe algumas expectativas quando o Brasil iniciava sua luta contra o vírus. Em uma das imagens apresentadas no material, uma projeção pessimista do cenário econômico aconteceria caso o isolamento social fosse finalizado apenas em junho e com a economia voltando a crescer em agosto.

Levando em consideração que estamos no mês de julho, autoridades ainda discutindo o isolamento social e com número de casos ainda considerado grave, o caminho dessa crise ainda é incerto, mas nada positivo.

Com esse impacto gigantesco na economia, pesquisas recentes preveem queda de 9,1% no PIB ainda em 2020. E vale dizer que ainda no mês de abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimava uma recessão de 5,3%, o maior tombo da economia brasileira em 120 anos.

Mas, ao olhar outros países já flexibilizando o comércio, vem a esperança de que logo logo tudo isso passa. E não podemos deixar de mencionar o que eu chamo de “a palavra do ano”: Reinventar!

Na rotina, no mercado de trabalho, da forma de consumo. Tudo sofreu algum tipo de alteração, isso é fato. Mas, aquele velho aprendizado de que é na crise que se constrói, se cria e se resolve problemas, nunca foi tão verdadeiro.

O número de desempregados aumentou, mas basta conversar um pouco que descobre-se que em compensação, tem muita gente empreendendo por aí. Aproveitando o momento para se reinventar.

Aulas de atividade física onlines, delivery em empresas que nunca cogitaram o e-commerce, uma nova leva de restaurantes nos aplicativos de entrega, todo tipo de ensino à distância, e por aí vai.. 

E será este, então, considerado o “novo normal”?

Você com certeza já usou esse termo ou ouviu falar por aí? Mas, o que será que ele representa? Afinal, não queremos crises e calamidade público no novo normal. Ou então isolamento social, comércios fechados, nada disso.

O novo normal é segurança, conscientização e cuidado com o próximo e consigo mesmo. É adotar algumas medidas para que possamos viver e transitar por aí, sem desproteger a saúde.

E que as coisas boas que surgiram ganhem cada vez mais espaço.

Temos o exemplo da Europa, que apesar de ter situações mais críticas como Espanha e Itália, já avançou na abertura dos comércios em outros países, como a Holanda e Portugal. Enfim, a economia por lá retoma suas atividades.

Vimos neste texto aqui sobre a reabertura do comércio em Portugal e como eles têm encarado esse momento: respeitando todas as recomendações dadas pelo Ministério da Saúde, utilizando máscaras, mantendo o distanciamento, divisores, etc.. De fato, um exemplo na luta contra o coronavírus.

E com tudo isso, podemos dizer que o grande aprendizado que fica é a valorização da nossa saúde para executar, amar, reinventar e viver. A luta contra a COVID-19 ainda não terminou. Mas que nos próximos meses possamos nos reerguer e manter vivo o “novo normal.”

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