Como funciona o e-commerce em Portugal

Tempo estimado de Leitura: 7min

Postado em 1 de dezembro de 2021 /
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Atualmente, é possível adquirir qualquer produto ou serviço online a qualquer hora e em qualquer lugar do mundo, usando apenas um computador, um tablet ou um simples smartphone. 

Uma análise completa sobre as tendências de consumo dos portugueses tem que passar, necessariamente, pelo e-commerce. 

Se, em 2018, 49% dos portugueses efetuaram uma compra online de alguma espécie, em 2020 essa percentagem atingiu os 57%, número que, contudo, continua a ficar aquém da média da UE que se situa nos 72% (dados Comissão Europeia).

 

 

Os dados são claros e expressam uma franca oportunidade para empreendedores que pretendem atualizar-se digitalmente e satisfazer novos consumidores que procuram, comparam e compram online. 

Primeiro, confira vantagens e desvantagens do comércio eletrônico:

Vantagens

  Loja disponível 24h por dia.

  Inexistência de barreiras físicas.

  Comodidade.

  Poupança de tempo em deslocações e filas de espera.

  Processo de compra melhor informado.

  Em qualquer lugar e dispositivo (smartphone, tablet…).

  Custo de implementação reduzido comparado a lojas físicas.

  Mensuração de dados em tempo real (acesso às estatísticas, visitas, taxa de abandono …).

  Atendimento não presencial. (Será uma vantagem? Em alguns casos, sim. Sexshops online não param de crescer.)

Desvantagens

  Impossibilidade de experimentar o produto antes da compra.

  Inexistência da experiência sensorial de loja (tocar, sentir, cheirar o produto).

  O processo de compra de produtos não é imediato envolvendo processos de entregas.

•  Nem todos os produtos podem ser vendidos online (por exemplo venda de gelados online).

Com o e-commerce têm surgido novas ideias de negócios e empresas de sucesso, que atingem elevados números de clientes, dada a inexistência de barreiras físicas, fazendo-se chegar aos 4 cantos mundo. 

A internacionalização é uma estratégia de crescimento de muitas empresas que expandem as suas vendas através de canais digitais. 

A base dos excelentes resultados está na implementação de estratégias de webmarketing e SEO (referenciamento) que permite eficazmente segmentar targets e encontrar potenciais clientes.

População digital

A utilização da Internet continuou a crescer, ao longo dos últimos anos, e, em 2019, a penetração atingiu os três quartos dos portugueses. Já considerando o efeito da pandemia, prevê-se que em 2020 a penetração da Internet atinja os 81% da população.

O Norte, Centro e Alentejo são as regiões do país que apresentam as menores taxas de penetração na utilização da Internet.

Mais da metade dos internautas fez compras online (51%) em 2019, valor que subiu para 57% em 2020, devido à pandemia.

A pandemia é também responsável pela alteração de comportamentos de compra online: cerca de 60% dos compradores online afirmam ter aumentado o valor das suas compras através da Internet.

A intensidade de compras na Internet aumentou, com 73% dos compradores online fazendo em média mais do que 3 a 5 vezes compras por mês. Compram agora mais em lojas online portuguesas e menos em sites estrangeiros, apesar de ainda serem maioria.

Qual o perfil do comprador dos e-commerces em Portugal?

A maioria dos compradores atualmente são do sexo feminino, adultos com idade entre os 25 e 34 anos que moram predominantemente nas grandes cidades, como Lisboa e Porto.

Há uma média cada vez mais alta de compras anuais, devido ao aumento do número médio de produtos por compra e ao aumento da frequência das compras (a cada 3 meses). O valor médio da compra é de 39,7€ e o gasto médio anual em produtos via e-commerce é de 548,4€.

Os consumidores compram majoritariamente em sites de e-commerce internacionais. A China é o país com maior importação, seguido da Espanha e Reino Unido e smartphones são os principais gadgets utilizados para fazer compras e acessar a internet (cerca de 99% dos consumidores o utilizam).

A rede social mais utilizada é o Facebook, embora esteja em declínio. Seguidamente encontra-se o Instagram que tem aumentado a popularidade. Os consumidores compram por terem acesso a um desconto que não encontram em loja física e pela facilidade de compra, entrega e de poderem comprar a qualquer hora e em qualquer lugar e a maior variedade de produtos face às lojas físicas.

A maioria dos utilizadores compraram vestuário e calçado online no último ano. As refeições prontas registaram o maior aumento em comparação com anos anteriores. Outras categorias de produtos que cresceram também acima de 20% foram acessórios para veículos, puericultura, material de desporto, produtos e acessórios para animais, utensílios para o lar, celulares, suplementos alimentares, produtos farmacêuticos e similares e eletrodomésticos. 

As categorias em que é menos frequente existir uma pesquisa online a anteceder a compra em loja física são “suplementos alimentares”, “produtos farmacêuticos e similares”, “produtos frescos”, “vouchers e experiências” e “puericultura”.

 

 

Perspectivas para o futuro do e-commerce português

Espera-se que nos próximos anos haja um envolvimento cada vez maior dos compradores online, com aumento do número de produtos, categorias de produtos e aumento dos gastos por compra por parte dos compradores.

O aumento do uso de PayPal e de cartões virtuais também é previsto, com um crescimento do número de encomendas recebidas no local de trabalho ou no domicílio.

Há também a tendência ao aumento do número de compras nacionais, em lojas mais próximas do consumidor e que demoram menos para entregar produtos.

Os vendedores online preveem que as vendas online irão continuar a aumentar, junto de uma ambição cada vez maior para a abertura de lojas online com vendas internacionais, com destaque para os mercados da Europa e África, especialmente através de aplicações mobile e Marketplaces.

 

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